A primeira é que não vale a pena esperar pela ação de um governo que, embora arrecade muito, gasta mal e deixa vazar bastante dinheiro pelos ralos da corrupção. Outra é que a mera doação financeira para entidades de ação social pode, na verdade, apenas alimentar estruturas burocráticas mais engajadas em marketing do que em atitude. A terceira é que pequenas atitudes individuais, quando somadas, representam grandes resultados. "Formou-se a consciência de que, para ajudar, basta começar com os problemas de sua região", diz Maria Lúcia Meirelles Reis, diretora do Centro de Voluntariado de São Paulo, entidade que presta assistência a grupos de trabalho voluntário. Ou seja, mesmo atividades como incentivar a coleta seletiva de lixo num bairro, participar de campanhas de doação de sangue, pintar o muro da escola e ajudar a cuidar de um jardim público são ações que fazem diferença.
Quando o interesse é tornar-se voluntário numa atividade mais complexa, como a assistência social, cabe, antes da inscrição num programa, considerar algumas condições preliminares. Isso evita a repetição de um dos maiores problemas detectados em grupos de ação voluntária: a falta de continuidade. "Não honrar o combinado, em vez de ajudar, pode prejudicar a organização", diz Stephen Kanitz, colunista de VEJA e um dos maiores especialistas em filantropia no país, idealizador do site filantropia.org. No quadro ao lado, algumas sugestões dos especialistas para quem deseja tornar-se e se manter voluntário.
Segundo o site especializado filantropia.org, 10 milhões de brasileiros adultos pretendem doar parte de seu tempo às causas sociais. Entre os jovens esse número é ainda maior: 14 milhões desejam ser voluntários, mas não sabem por onde começar. Conhecer as entidades pode ser o primeiro passo para colocar a mão na massa. A lista apresenta algumas das principais instituições do país que, em geral, aceitam candidatos sem restrição quanto ao perfil profissional.
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