Os produtos que fazem parte do mostruário são feitos pelos reeducandos nas unidades produtivas da Funap e empresas que fazem parte do Programa de Alocação da Mão-de-Obra Carcerária. Além disso, a Funap descobriu muitos talentos por todo o Estado de São Paulo. São presos que fazem esculturas, quadros, bijouterias, bolsas em crochê, bisquit e artesanatos em geral. Alguns dos produtos que fizeram mais sucesso na loja da Funap foram os colares feitos na Penitenciária Feminina de Campinas. As reeducandas Patrícia Brito, Cybele Batista, Patrícia da Silva, Giselma Oliveira e Elizete Pereira participaram de um curso de bijouteria na própria unidade que teve duração de um mês. A partir daí, elas não pararam de produzir colares, brincos, pulseiras e chaveiros. “Trabalhar é bom por muitos motivos: ocupa a mente, melhora as nossas condições financeiras, há a remição de pena, e o mais importante é que podemos mostrar para a sociedade que somos capazes”, diz Cybele, 42 anos. Pensar no futuro também é quesito fundamental para que as reeducandas gostem de trabalhar. “Quando me proponho a aprender, não penso no hoje, mas sim no amanhã. Quando sair daqui já posso fazer bijouterias e recomeçar a minha vida”, conta Patrícia, 31 anos. Hoje, o trabalho é desenvolvido nas próprias celas, mas o diretor da unidade, Aroldo Fernando Costa, busca um espaço para que elas possam ter uma oficina e produzir em maior quantidade. “Quero montar uma sala para que o trabalho seja feito de maneira correta e digna”, diz.
A loja “Do Lado de Lá” é uma forma de gerar renda e estimular o reeducando ao empreendedorismo, pois todo o lucro das vendas é revertido para eles. Além disso, o espaço incentiva o trabalho e a criatividade nas unidades prisionais. Se você faz algum tipo de artesanato, procure a Funap! Seus produtos poderão ser vendidos em nossa loja. Para que isso aconteça, procure na página 5 as dicas para fazer parte do “Clube do Artesanato” da Funap.
Fonte: Canto da Liberdade - Dezembro de 2006 Edição nº 4
