Araçatuba/SP Terca, 07 Set 2010 11:44:48

A Igreja, a Mídia e a Parapsicologia - Parte 10

Quarta, 09 Maio 2007 16:08:00
Descrição
Por:
Carlos Antonio Fragoso Guimarães
Não custa nada recordar um fato ocorrido no Anhembi, em São Paulo, em agosto de 1992, quando, no 1º Encontro Brasileiro de Parapsicologia e Religião, Henrique Rodrigues, Clóvis Nunes e o psicoterpeuta Ney Prieto Peres puderam, à convite da própria Igreja, participar de debates com o ilustre parapsicólogo jesuíta que, esperava-se, iria calar de forma irrefutável estes ilustres conferencistas e pesquisadores, que postulam a comunicação entre vivos e "mortos" como uma possibilidade rea
Artigo

 

Imagine se Freud estivesse vivo para ver o que estão os ditos "parapsicólogos" fazendo de seu conceito de inconsciente...

Mas vejamos uma outra pérola descritiva sobre as capacidades "divinas" do "inconsciente" quevediano, talo como o autor descreve (mas não apresenta as pesquisas feitas ou as provas/evidências/indícios de onde, ao menos, tirou isso):

"Extra-sensorialmente, o inconsciente sabe tudo o que acontece no passado, presente e futuro, dentro do nosso globo, numa margem de dois séculos" (QUEVEDO, 1976, livro "CURANDEIRISMO: UM MAL OU UM BEM?", Ed. Loyola, São Paulo, p. 156). Bom, isso parece meio que uma usurpação da onisciência divina, não? As única limitações triviais são que a onisciência incosnciente parece ser restringida espacialmente apenas "dentro do nosso globo", e temporalmente a um intervalo de duzentos anos, para o futuro ou para o passado. Pois bem, em que pesquisas se baseia o ilustre autor para chegar a afirmar isso? Qual psicanalista de renome concordaria com isso? O que a Metapsíquica e, posteriormente, a Parapsicologia demonstraram - o que é algo bem diferente - é que é possível à capacidade psíquica profunda, que é inconsciente, captar informações por outros meios que não os sensoriais convencionais, o que só em casos muito especiais se manifesta, e mesmo assim, quase sempre de modo simbólico, e em laboratório tais eventos se dão em proporções esttisticamente bem discretas, o que não liquida a possibilidade -até bem lógica - de que a informação, em certas condições bem específicas, possa ser transmitada por qualquer outro ente em uma outra dimensão da realidade.

Convém aqui lembrar as palavras do grande Psicanalista Carl Gustav Jung sobre o abuso que se vem fazendo com o conceito de inconsciente:


Quando dizemos "inconsciente" o que queremos sugerir é uma idéia a respeito de alguma coisa, mas o que conseguimos é apenas exprimir nossa ignorância a respeito de sua natureza.

 

 

O que o Padre "Parapsicólogo" usa constantemente como fundamento de sua teoria do "onipotente" inconsciente paranormal é o conjunto das sugestões postulados por vários metapsiquistas que se sentiam muito mal com a noção de "espírito" e buscavam, então, uma alternativa a este conceito por demais encharcado de conotações religiosas. Tal foi o caminho aberto, em princípio, por Jean-Martin Charcot e por Pierre Janet, posteriormente seguido por René Sudre e, em parte, por Charles Richet, na área conhecida como Metapsíquica, que foi a disciplina anterior à moderna Parapsicologia. A resultante disso foi a postulação, nos anos 50 do século XX, por Thouless e Wiesner de chamar de "função psi" a faculdade de provocar objetivamente os fenômenos paranormais. Esta se originaria de uma entidade psíquica humana primitiva e inconsciente que operaria não só nos fenômenos paranormais, mas em todos os demais fenômenos psíquicos que são objeto de estudo da Psicologia. Os mesmos autores chamariam a esta intância profunda, ou "entidade" psíquica, de "shin", embora este termo seja muito pouco utilizado. Mas o que é isso a não ser uma forma rebuscada de apenas trocar a palavra espírito por outras, consideradas mais técnicas? De qualquer forma, foi um alívio para os materialistas que a "função psi" pudesse ser - ainda que mal - acomodada com certo esforço ao conceito psicanalítico de inconsciente, já que este conceito de Freud atrelava-se à sua postura positivista, pois ele sempre se dizia atrelado ao mecanicismo clássico da ciência do século XIX.

Para os crentes do onipotente inconsciente, em especial os filhotes do CLAP, este explica tudo o que não for obra de fraude. Na verdade, até mesmo quando explica um fenômeno legítimo pelo inconsciente, o ilustre "parapsicólogo" jesuíta algumas vezes apenas diz que a fraude de um tipo - consciente e de má fé - é meramente subsituída por um outro tipo de fraude, inconsciente, pois o próprio diz que "Não há dúvida de que o inconsciente é capaz de FRAUDES superiores, muito superiores, às fraudes realizadas pelo consciente" (QUEVEDO, livro "AS FORÇAS FÍSICAS DA MENTE", tomo I, p. 142). Neste caso, os fenômenos mediúnicos são todos fenômenos de fraude, mesmo com fatos paranormais autênticos que se explicariam pelo tão poderoso inconsciente. Mas vejamos que no mesmo livro As Forças Físicas da Mente, página 75, o ilustre "parapsicólogo" fala textualmente:

"Notemos que Home" (Daniel Dunglas Home, o mais famoso médium do século XIX) "nunca foi pego em fraude, e que as condições de controle, nas sessões que realizava, foram frequentemente satisfatórias, como veremos".... E ai? Então, pelo que o "sábio" jesuíta escreveu está afirmado que existem fenômenos mediúnicos legítimos...

Mas será mesmo que é sempre o inconsciente (mera palavra que nada explica em termos paranormais, pois não se sabe o que é este inconsciente quase divino do Sr. "Caçador de Enigmas". Poderia bem ser "guaraná", "transubstancianção" ou qualquer uma outra) do paranormal que é responsável pelos efeitos conseguidos? Isso é uma hipótese? Uma teoria científica? Mas como, se não pode ser testada, e ainda sese diga que é única, fora a fraude? Falando assim, ou melhor, gritando assim, a turma do Sr. Quevedo nada explicando propõe uma "explicação" irrefutável, exatamente por não poder ser testada e, ainda mais, por ser indemonstrável. Todos os resultados de laboratório com respeito a telecinesia foram extremamente modestos, e o agente QUERIA obter determinado resultado, e fora, sem que se queira, nos fenômenos mais assombrosos, o inconsciente ganha força? Isso não parece ser uma explicação reducionista e um tanto forçada para eliminar o incômodo da hipótese espiritualista? Parece a velha tática dos ospositores fanáticos de se valrem por teorias indemostrávei... Que o digam Galileu, Espinoza e Leonardo Boff diante das "certezas" dos Dogmas católicos....

Ao lado da hipótese do inconsciente, e complementar a esta, não existiram outras hipóteses tão ou mais prováveis? Ora, geralmente médiuns e paranormais provocam fenômenos ou dão informações que estão bem além dos conhecimentos deles e da assistência. Sem problema, os adeptos reducionistas apontam para a criptestesia (conhecimento adquirido pela percepção extra-sensorial) onde o inconsciente do informante capta a informação existente em algum outro lugar. Bem, quando o fotógrafo Gordon Carrol procurava fotografar detalhes da Igreja de Santa Maria, em Woodford, Inglaterra, seu interesse "consciente" era apenas o de registrar a plástica arquitetônica do lugar, não havendo mais ninguém com ele. Após ter revelado os filmes de seu trabalho, ele tomou um susto a ver uma figura toda de branco ajoelhada diante do altar. Para os adeptos do inconsciente "paranormal", Carrol teria "inconscientemente" provocado o fenômeno. O mesmo teria se dado com o vigário K. F. Lord da Igreja de Newby, perto de Yorkshire, que em 1963 apenas querendo registrar a foto do altar da Igreja, acabou depois por ver na chapa revelada um fantasmagórico, realmente assustador, espectro, em uma foto hoje famosa (foto acima), no qual aparece uma figura semelhante a um monge, em processo de semi-materialização. Mas ai fica a pergunta: como ter certeza de que o inconsciente do fotógrafo estava realmente preocupado, planejando e materializando a foto do fantasma, e por quê? Como se mede o "pensamento" intencional do inconsciente? Como ele atua? Sai da "cabeça" da pessoa (ou alguma outra parte) para dar às caras às câmeras? Como podem eles ter a certeza de que, neste e em outros casos, isso foi fruto da ação do "inconsciente"? Por que ambos os fotógrafos não mais conseguiram repetir fotos semelhantes tendo um inconsciente tão talentoso?

Uma outro foto célebre de um "fantasma" foi a obtida em 1936: A chamada "Dama Marrom de Rayham Hall", Inglaterra, que foi vista pela primeira vez em 1835. A foto foi tirada pelo Capitão Provand e por Indre Shire, quando faziam uma matéria para a revista Country Life. Shire viu um vulto se acercando do topo da escada e avisou ao Capitão Provand, que, nada vendo na hora, assim mesmo bateu uma fotografia da escada e conseguiu captar o vulto descendo. Neste caso, pode se aplicar, como hipótese, a teoria da ideoplastia ou escotografia inconsciente, pois os fotógrafos tinham a expectativa de fotografar o fenômeno. Porém, esta é meramente uma das hipóteses, a outra seria a de que um "espírito" de uma pessoa (que ninguém sabe quem seria) foi de fato fotografado, confirmando os relatos das pessoas que o viram desde 1835. Não há como provar uma ou outra destas duas hipóteses. O mesmo fenômeno serve de evidência a ambos os modelos teóricos. Ambas as explicações, portanto, são válidas, ainda que os fotógrafos tenham tido a certeza de que, de fato, fotografaram um fantasma objetivo.

Quevedo usa e abusa do fato de que um americano médio, chamado Ted Serios, demonstrou suas faculdades de escotografia em vários experimentos. Mas o que Quevedo não diz é que para conseguir as Escotografias (e muita gente acha que nem sempre todas as fotos estáticas ou em via de formação para uma figura estática eram autênticas, embora um bom conjunto delas dificilmente sejam explicadas por fraude) por Serios este se punha em um estado de grande tensão consciente para obter as fotos e, conforme GARCIA FONT, "com as veias prestes a rebentar, a suar e a beber whisky" (ENCICLOPEDIA de CIÊNCIAS OCULTAS E PARAPSICOLOGIA, vol. 1, p. 264), e freqüentemente punha uma ou as duas mãos em contato com a objetiva da câmera. Ao lado, foto de Ted Serios em ação e, abaixo, uma de suas escotografias.

O que fica deixando essa teoria um tanto mole é que na maior parte das fotos de fantasmas acidentais, as pessoas não pensavam e nem queriam tirar foto de fantasmas, muito menos entravam em um nervoso estado de tensão conscientemente provocado. Aliás, existem fotos obtidas por circuitos internos sem que pessoa alguma estivesse presente, o que já deixa a teoria quevediana igualmente em cheque, pois ele diz que sem um sensitivo, paranormal ou qualquer que seja o nome que cada "tribo" queira dar, não existem fotos paranormais sem que a pessoa causante esteja presente até pouco mais de 50 metros de distância. Que dizer então da seguinte foto (trecho de um vídeo), em um estacionamento vazio pelo circuito interno eletrônico de tv nos Estados Unidos?

Para não dizer que estes "fantasmas" são apenas acidentalmente captados por fotos e vistados por pouquíssimas pessoas "ao vivo", devemos lembrar que em 1968, enquanto o Ocidente vivia sua fase de febre contestatória na Europa (Maio de 68, em Paris; Primavera de Praga, na Tchecoslováquia), nos EUA (contra a sórdida Guerra do Vietnã e a luta pelos Direitos Civis), e no Brasil, os estudantes iam às ruas contra a Ditadura Militar, a televisão do Egito mostrava um estranho fenômeno presenciado por milhares de pessoas, na maioria mulçumanos, inclusive pelo Presidente Nasser, por sobre as torres de uma Igreja Ortodoxa Copta (portanto, não Católica-Romana) em Zeitun, Egito, segundo os jornais da região e outros do exterior. A figura, ou melhor, sua silueta, lembrava as representações clássicas ocidentais da Virgem Maria e foi como uma "aparição" de Maria que foi interpretada (correta ou incorretamente) pela maioria dos que viram o fenômeno(lembremos que Maria, junto com Jesus, são duas figuras respeitadas pelos mulçumanos e são citadas no Corão e, portanto, são parte da herança religiosa do Oriente Médio islâmico. A pergunta é: sendo uma "ideoplasmia", por que não foi vista em uma Mesquita? Quem garante que foi a figura histórica de Maria?). O fenômeno, segundo as fontes, repetiu-se por várias vezes seguidas, e foi bem fotografado. Veja como a figura tem certa semelhança com a da foto da "Dama Marron" acima citada. Um vídeo-documentário sobre o fenômeno pode ser visto na internet, em http://www.zeitun-eg.org/zeitun_en.rm. Aqui, mais uma vez se pode usar com lógica a hipótese da "ideoplastia" ou "teleplastia", neste caso, tendo vários epicêntros, ou seja, tendo por causação várias pessoas, e não uma ou algumas poucas. O único porém é que este é, talvez, o único caso registrado de ilusão ou "ideoplastia" coletiva registrado em fotografia! Ademais, a energia necessária para plasmar uma figura luminosa como a que aparecem nas fotos da época levaria à exaustão os epicêntros "inconscientes" responsáveis pelo fenômeno. Não foram achadas qualquer prova consistente ou convicente de fraude. Neste caso, essa teria sido uma espécie de hiper-ilusão inconsciente coletiva, talvez percebida por "contágio" psíquico, potencialmente materializada ao ponto de ser registrada em fotos? Mas este tipo de explicação, embora com sua lógica e aparência de verossimelhança, soa um tanto quanto forçada para se adequar ao modelo positivista (?) mecanicista ainda dominante. Não é convincente, em especial para quem presenciou os fenômenos (no vídeo indicado existe vários depoimentos de testemunhas oculares). O que se tem certeza é de que "algo" ocorreu nas torres da Igreja Copta de Zeitun entre 1968 e 1970, e que foi percebida por uma imensa multidão de pessoas. A questão "causal" sobre este fenômeno, portanto, permanece em aberto e, de fato, foi tão desconcertante que ainda hoje ele intimida e confunde pesquisadores no mundo inteiro. Como não mais se repetiu em lugar algum, a maioria prefere descartá-lo como alucinação e fraude. Convém, só para notificar, que ao lado da silueta humana principal vista, também foram percebidas figuras de aves, aparentemente pombas luminosas e outras figuras pouco claras ao redor da "aparição". Mas esta é uma "aberração" estatísica... Não se vê freqüentemente algo assim pelas ruas do mundo.

Para ver fotos de espíritos tiradas por cientistas célebres em um rígido controle experimental, e ler excelentes artigos sobre a questão da sobrevivência, aconselho o leitor a visitar o site da "The International Survivalist Society".

Como fala o professor Henrique Rodrigues, o inconsciente, para o "Caçador de Enigmas", é uma espécie de conta bancária que tem a facilidade de pagar prontamente qualquer cheque, além de ter características tão assombrosas, bem além do que postulava Freud e Jung, que não pode ser entendido como o inconsciente da psicanálise tal como conhecido e estudado nas faculdades de Psicologia e Medicina, mas sim um inconsciente "sui generis", "paranormal" (mas sejamos justos: o bom padre não foi o primeiro a postular tal inconsciente "paranormal" semi-divino, e nem é o único a adotar ardorosamente tal modelo), e a tal ponto poderoso, que é capaz conseguir gravar imagens e sons em fitas magnéticas em laboratórios eletrônicos da mais alta tecnologia, estando os equipamentos isolados em salas hermeticamente fechadas, ou que tem a capacidade de manter diálogos com as pessoas quer por meios eletrônicos, quer por intermédio de médiuns, e que costuma mudar a caligrafia do médium no caso da psicografia e dar informações que eram desconhecidas de todos os presentes... Enfim, um "inconsciente" que é quase uma entidade espiritual... Aliás, se o inconsciente é uma instância psíquica, pertence portanto à alma humana. Ora, sendo assim, esta ainda a deve deter após a morte (o padre ora diz que temos um espírito, ou diz que espíritos não existem... Mas é dogma da igreja de que as almas continuam a existir em algum lugar, quer seja o céu, o inferno ou o purgatório... Ora, será que o inconsciente, nos moldes quevedianos, deixaria de ser menos poderoso do outro lado? Neste caso, seria mais um problema a se expor ao ilustre parapsicólogo), e o que impediria, então, de que esta instância continuasse a funcionar tão maravilhosamente quanto em vida? No fim das contas, esta teoria não parece realmente ser mais que o mais recente reduto dos reducionistas com fobia do espiritismo. De qualquer modo, parece que o mister do caro padre em distorcer fatos já de longa data foi percebibo por alguns estudiosos, como o professor Afonso Martinez Taboas, em sua Revisão Crítica dos Livros do Padre Quevedo

Cabe aqui, penso eu, a citação de um trecho do excelente artigo de Carlos S. Alvarado, publicado pela Revista Argentina de Psicologia Paranormal, e intitulado Aspectos Ideológicos de La Parapsicologia:

"Otros ejemplos existen en donde la parapsicología ha sido utilizada para defender un sistema de creencias religiosas específicas. Este es el caso del Jesuíta Oscar González Quevedo (1969/1971). Una revisión de la obra de este escritor muestra claramente que su ideología religiosa moldea las teorías y los fenómenos considerados válidos en el campo 4. González Quevedo pretende utilizar argumentos científicos para establecer que la comunicación entre las vivos y los muertos no es posible. Pero su prejuicio religioso se revela cuando afirma que: "Solo Dios puede conseguir esta comunicación. La comunicación perceptible sería milagro" (p. 113). De forma similar, este autor nos presenta aparentes análisis racionales de "milagros" y de la diferencia entre lo milagroso y el fenómeno humano. Pero en toda ocasión es claro que su intención non es válida- su sistema religioso, aceptando por fé los dogmas de su religión y defendiendo un sistema de parapsicología diseñado para combatir el espiritismo y otras interpretaciones de los fenómenos psíquicos."

 


Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Proximo

4.5 / 5 (169 Votos)

Texto inserido em ENEASCORREA.COM em:
Quarta, 09 Maio 2007 16:08:00
 
Acessado em:
Terca, 07 Set 2010 11:44:48
 

Comentários para este artigo


Mais artigos desta Categoria

Sírio-libaneses no Brasil
Se tivermos a curiosidade de verificar quais as pessoas que integram ...







 
 
 
Anúncios Recomendados
Comentar este artigo
Nome Completo:
E-mail:
Assunto:
Texto:




Anuncie Grátis (Sujeito a triagem)

 




 Clique


Últimas do site - Todas Categorias
 
 
Aries Touro G����¯�¿�½���¯���¿���½����¯�¿�½������ªmeos C����¯�¿�½���¯���¿���½����¯�¿�½������¢ncer Leao Virgem Libra Escorpi����¯�¿�½���¯���¿���½����¯�¿�½������£o Sagit����¯�¿�½���¯���¿���½����¯�¿�½������¡rio Capric����¯�¿�½���¯���¿���½����¯�¿�½������³rnio Aquario Peixes






Fonte: http://www.horoscopovirtual.com.br

_uacct = "UA-2064166-1"; urchinTracker();


Anúncios Recomendados

 
 
Powered by: PHPCow.com