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A Igreja, a Mídia e a Parapsicologia - Parte 12

Quarta, 09 Maio 2007 16:08:00
Descrição
Por:
Carlos Antonio Fragoso Guimarães
Não custa nada recordar um fato ocorrido no Anhembi, em São Paulo, em agosto de 1992, quando, no 1º Encontro Brasileiro de Parapsicologia e Religião, Henrique Rodrigues, Clóvis Nunes e o psicoterpeuta Ney Prieto Peres puderam, à convite da própria Igreja, participar de debates com o ilustre parapsicólogo jesuíta que, esperava-se, iria calar de forma irrefutável estes ilustres conferencistas e pesquisadores, que postulam a comunicação entre vivos e "mortos" como uma possibilidade rea
Artigo

A pesquisa Parapsicológica propriamente dita - como veremos mais adiante - começou por uma tentativa de avaliação científica dos fenômenos espíritas.

"A pesquisa sobre a mediunidade desenvolveu-se no final do século XIX em um momento de crescente materialismo. Diante de uma crença cada vez maior, segundo a qual apenas aquilo que se podia ver e tocar era real, que afirmava todas as coisas, vivas e não vivas, funcionavam de acordo com um princípio mecânico, que proclamava que a morte significaca o aniquilamento, iniciou-se uma pesquisa para obter provas de que existia algo mais do que aquilo que era visível, que para o homem havia alguma coisa além do corpo, algo que sobrevivia à morte.

"De acordo com o conceito de um dos seus fundadores, Frederic Myers, tratava-se de 'uma questão que se situa no ponto de encontro da religião, da filosofia e da ciência, cujo propósito é aprender tudo aquilo que pode ser apreendido sobre a natureza da realidade humana'. Era a busca da prova de que o homem era mais que uma máquina, mais do que aquilo de que uma filosofia materialista poderia dar conta.

"Finalmente, na década de 30, tornou-se claro que havia dois tipos de atividade paranormal. O primeiro deles eram os acontecimentos que, originalmente, excitaram nosso interesse pelo campo - as aparições no leito de morte, os casos de mediunidade, as trocas telepáticas que modificam nossas vidas. Tais tipos de eventos, [por serem os mais expressivos existencialmente], não eram facilmente quantificáceis e rapidamente tornou-se claro que jamais o poderiam ser, pois eram significativos e nos afetavam (como poderia ser possível medirmos em unidades os acontecimentos importantes de nossa vida - nosso primeiro amor, a morte de um dos pais, o nascimento do primeiro filho?). O segundo tipo eram aqueles que podiam ser quantificados: quantas cartas se pode adivinhar corretamente em um baralho escondido, independentemente do acaso? Quantas vezes, deixando de lado o acaso, pode-se fazer com que o lado de um dado que marca cinco caia para cima, unicamente mediante a força de vontade? Eram acontecimentos mínimos, essencialmente desprovidos de significado. Não exerciam o menor efeito sobre a nossa existência e raramente sabíamos quando eles haviam ocorrido. (...)

"Elas eram, porém, quantificáveis. A ciência e o pensamento de boa parte de nosso século nos diziam que, se quiséssemos ser 'científicos', se quiséssemos estudar coisas 'reais', teríamos de estudar coisas quantificáveis (...)" (LeShan, Op. Cit. pp. 33-34).

 

 

Para o mundo sensorial, o mundo que nos cerca, um entendimento geométrico e matemático funciona. Pois bem, coisas quantificáveis podem ser estudadas estatisticamente. O envólucro matemático parece dar à maioria dos cientistas da área de humanas o conforte de poderem ser reconhecidos como cientistas, de acordo com o paradigma mecanicista da ciência newtoniana do século XIX. Devido ao grande sucesso prático deste paradigma, expresso sobretudo no desenvolvimento tecnológico e na aceitação social deste modelo clássico, eles, em sua maioria, ainda desconhecem os avanços epistemológicos que adiviram das ciências físicas e da Psicologia profunda, a começar por Carl Gustav Jung. Mas os os números dizem muito pouco sobre as relações de acontecimentos, a não ser sua periodicidade. A explicação destas, porém, ficava ao critéro de cada pesquisador, já que não há uma teoria parapsicológica geral e aceita por todos os parapsicólgos. É aqui que o Padre "Caçador de Enigmas" faz a sua festa, pois ele interpreta fatos espíritas de acordo com uma concepção mecanicista de parapsicologia, ainda que em seus livros pareça ter uma postura mais contemporânea menos mecanicista para outros fenômenos clássicos, como telepatia e precognição, inclusive alencando os limites do mecanicismo, e faz deste conhecimento uma arma conceitual - ou melhor, plena de preconceitos - para descreditar em especial o espiritismo, doutrina que ele já teve mais de uma ocasião de dizer que odéia.

Só que as coisas que estão ligadas à consciência do homem - e que, realmente, são as mais profundamente significativas - são tudo, menos quantificáveis e muito menos facilmente "replicáveis" em laboratório. Até mesmo o sucesso de Rhine quanto à questão da comprovação da psicocinesia foi estremamente modesto. Ninguém, por não poder fazer um estudo experimental com variáveis explicitamente controlada, vai dizer que o fenômeno "apaixonar-se" não existe porque no laboratório um cientista não conseguiu que homens e mulheres desenvolve-se este sentimento de modo estatisticamente significativo em um dia. Nem tampouco podemos dizer que o pensamento é uma abstração porque não o conseguimos pesar numa balança e muito menos localizá-lo com certeza numa certa região do cérebro - o mesmo dizendo para a memória, como nos mostra os excelentes estudos de Karl Pribram. O "Caçador de Enígmas" tem o mérito de saber disto e discorrer sobre tal em suas obras, mas toma posição bem tradicional quando a questão se refere à comunicação mediúnica ou aspectos relacionados à possível interação vivos e mortos. Ora, como ninguém pode se apaixonar na hora que quiser, ou deixar de sonhar a partir da noite de hoje, dizer que certos fenômenos psíquicos são ficções ou embustes apenas porque não são replicáveis em laboratório mostra muito bem o quanto o ilustre padre tem uma mentalidade teórica muito concordante com a ciência do século XIX, mas não do século XX. É mais fácil ocorrer telepatia entre uma mãe e um filho (grau altamente significativo em termos psicológicos), que entre um suposto "telepata" e um estranho, que tenha à frente uma carta de baralho, e ao qual um pesquisador fique cronometrando o tempos e as respostas, para ver, estatisticamente, a relevância dos acertos ou erros (grau altamente concorde com a visão científica do século XIX, e altamente não significativo em termos psicológicos, ao sujeito que participa da experiência). Da mesma forma ocorre com os chamados fenômenos mediúnicos, e não é por serem estes replicados em condições controladas e como se espera que ocorram que se pode afirmar que não existam, tal como o diz o "caçador de enígmas". Mas o real interesse é mais o de atacar determinados pontos de vista do que se dar ao luxo de pesquisar ou deixar que outros, que pesquisam, tenham a chance de expor ou dispor de espaço na mídia sensacionalista para apresentar uma outra visão mais "avançada" dos fenômenos psíquicos, o que contradiz o proselitismo do super-star da pseudo-parapsicologia televisiva.

Basta ver o modo como o "parapsicólogo" jesuíta dirige seu discurso "parapsicológico" para bem ver a sua Parcialidade. Vejamos alguns exemplos, citado pelo parapsicólogo Alfonso Martinez-Taboa em seu artigo Uma Revisão Crítica dos livros do Pe. Quevedo:

O dogmatismo marcado do sacerdote Padre Quevedo se reflete em todas as suas obras. Aquele com quem não combina é titulado, com frequência, de "um enganado", "espiríta" e "anti-científico". Muitas de suas conjecturas perdem essa qualidade ao virar-se umas páginas mais adiante em fatos estabelecidos.

Prova disso não é difícil de se oferecer. Por exemplo, no tomo I de "As Forças Física da Mente", página 287, se diz: "os fenômenos parapsicológicos não são nem podem ser do "além" (a não ser raramente, por força divina apenas)."

Em seu livro " O que é Parapsicologia", página 113, diz que "outra das principais conclusões da Parapsicologia teórica é a confirmação de que não há comunicação natural entre os vivos e os mortos".

Nesse mesmo livro(p.116), diz que o "Milagre de Fátima" foi uma alucinação divina. "É o selo divino para confirmar que as alucinações eram verdadeiras, de origem sobrenatural."

E na página 109 diz que as profecias da Bíblia têm sido "cientificamente" provadas. Diz este: "Trata-se de Deus, é fenômeno sobre-humano."

Que tem a dizer sobre tudo isso um parapsicólogo que estime de alguma forma a ciência? Primeiro que tem que esclarecer que o Padre Quevedo ao dizer que "a Parapsicologia teórica" tem rechaçado o Espiritismo, só está expressando sua opinião particular. Como bem assinala Rogo:"Atualmente não há opiniões reconhecidas em geral na Parapsicologia sobre a sobrevivência após a morte."

Segundo, sua insistência de que "Deus", "a Virgem" e a "Ordem Sobrenatural", têm se manifestado abertamente, e que isto está "cientificamente" demonstrado, é mais uma asserção teológica e apressada, que científica. Em nenhum de seus livros encontramos nem sequer as razões mínimas para conter ditas informações tão categóricas. No entanto, disse-nos que estão "provadas", e nada menos que pela ciência!

Da mesma forma, outras muitas conjecturas, as quais costumam passar como "princípios" e "leis" sobre como deve atuar o ectoplasma, os limites da percepção extra-sensorial, etc., não nos parecem estar fundadas na razão e em firme documentação.

 

 

Este problema aponta para a presunção do "Caçador de Enigmas" de se considerar o único estudioso da parapsicologia. Mas já na época em que ele chegou ao Brasil, existiam estudiosos profundos sobre Parapsicologia, caso do Professor Hernani Guimarães Andrade, engenheiro e escritor, pesquisador incansável que, inclusive - e sendo citado por inúmeros artigos, além dos próprios, em revistas especializadas do exterior - ampliou o campo de análise dos estudos Parapsicológicos ao formular a disciplina de Psicobiofísica (atualmente aceita por centros de excelência e pesquisa, como a tradicional USP, por exemplo). Dentre vários prêmios de reconhecimento por seu trabalho (discreto, sem apelação, como cabe a todos os pesquisadores sérios), recebeu o “Diplôme de MEDAILLE D’OR”, concedido pelo Conselho Superior da “ORDRE DE L’ÉTOILE CIVIQUE” “Union des Elites Françaises”, fundada em 1929 e consagrada pela Academia Francesa, em reconhecimento pelos trabalhos científicos no campo da Parapsicologia

Ainda hoje atuante, em seus 87 anos de idade, o Professor Hernani Guimarães Andrade mantêm rico intercâmbio com os maiores centros de pesquisa das Universidades da Europa e da América, recebendo publicações e artigos sobre os quais freqüentemente é solitado a opinar. É amigo pessoal do Dr. Ian Stenvenson e de pesquisadores como Karlis Osis. Mateve contato com o criador da Parapsicologia, Joseph Banks Rhine, da Universidade de Duke, e foi um dos mais atuantes divulgadores do seu trabalho no Brasil. O Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas por ele fundado em 1963 foi tão bem aceito pela comunidade psi internacional que o famoso pesquisador e membro da "Society for Psychical Research" de Londres, Mister Guy Lyon Playfair entagiou durante três anos junto ao IBPP.

O Sr. Hernani é o autor da teoria do Modelo Organizador Biológico - MOB, que ele apresentou mais de vinte anos antes de que o biólogo britânico Rupert Sheldrake fizesse o mesmo com a sua teoria dos Campos Morfogenéticos, que guarda grande similaridade com a teoria do pesquisador brasileiro.

Convicto da realidade da continuidade da vida após a morte, ou seja, da existência do espírito - o que nosso querido padre nega - e da possibilidade de comunicação dos chamados mortos com os vivos, Guimarães Andrade foi o primeiro a fazer pesquisas sistemáticas, dentro dos mais rigorosos critérios metodológicos, de fenômenos paranormais pelo Brasil. Seu três livros, "Morte, Renascimento, Evolução"; "Espírito, Perispírito e Alma" e "Psi Quântico", juntamente com o valioso "Parapsicologia Experimental", publicado pela primeira vez em 1967, e o bem documentado livro "Poltergeist, Algumas de suas ocorrências no Brasil", de 1989, constituem marcos do pensamento e pesquisa Parapsicológica no Brasil.

Podemos citar, igualmente, a atuação do Professor Henrique Rodrigues, engenheiro eletrônico e Parapsicólogo. Conferencista internacional, membro ativo de diversas universidades e instituições que se atêm ao estudo da Parapsicologia, como a Universidade Kennedy, de Buenos Aires, a Sociedade Espanhola de Parapsicologia e a Sociedade Italiana de Metapsíquica, só para citar algumas delas. Foi ele - e não o nosso orgulhoso protagonista das noites de domingo, - o único parapsicólogo estrangeiro convidado oficialmente para apresentar suas teses e inventos na ex-União Soviética, no Museu Arqueológico de Moscou e no Auditório Hermilton de Leningrado. Foi laureado em 1975 no Congresso Internacional de Parapsicologia, em Gênova, Itália, com o "PRÊMIO ERNESTO BOZZANO". É autor do livro "A Ciência do Espírito" e de inúmeros artigos.

O professor Henrique comunga das mesmas opiniões que seu colega Hernani Guimarães Andrade, como também o fazem o Dr. Alberto Lyra e o engenheiro Clóvis Nunes e os Psicólogo Pierre Weil, isso para citar apenas os estudiosos da Parapsicologia no Brasil, deixando de fora os nomes dos pesquisadores internacionais como Stanislav Grof, Elizabeth Kubler-Ross, Raymond Moody, Abraham Maslow, James Fadiman, Stanley Krippner, Kalis Osis, Charles Tart, etc., isso sem contar os nomes de pesquisadores conhecidos do início do século, como William James, Charles Richet, Ernesto Bozzano ( um dos maiores e mais extraordinários pesquisadores de fenômenos Psi do século XX, professor da universidade de Turim e autor de livros extraordináriois, como Metapsíquica Humana e A Crise da Morte entre muitos outros ) e o discreto apoio de Carl Gustav Jung.

Atualmente, no exterior, os estudos de Experiências Próximas da Morte (Near Death Experiences) - que, aliás, a própria Rede Globo, no mesmo programa dominical, frequentemente apresentava em matérias especiais - (* *Atenção: : no dia 23 de dezembro de 2001, o programa Fantástico apresentou uma reportagem de uma série de pesquisas feitas por médicos e cientistas na Holanda sobre as experiências próximas da morte. Para ver a reportagem de capa "A Linha da Vida" clique aqui. É necessário o programa Real Player para vê-lo, e que pode ser adquirido gratuitamente, em sua versão básica, aqui), com nomes como Raymond Moody Jr e Karlis Osis (1919-1997) de estados alterados de consciência (Alterated States), com Stanislav Grof e Charles Tart e, no Brasil, com Pierre Weil, e os estudos de regressão de memória de Morris Netherton traziam novo reforço ao posicionamento dos Parapsicólogos mais espiritualistas e aos espíritas.

O fato é que as tentativas de nosso superstar - e reconhecemos sua inteligência brilhante, muito acima da média, perspicácia e notável saber - esbarrou diante de estrelas de grandeza ainda maior que a sua, e, para seu desgosto, de espíritas bastantes competentes nas áreas da Medicina, Psiquiatria e Psicologia.

Não foram poucas as discurssões entre o "caçador de enígmas" e outros parapsicólogos (sintomaticamente não reconhecidos como tais pelo citado parapsicólogo jesuíta) e com psicólgos, muitos dos quais espíritas, em que ele se saiu muito mal, frequentemente partindo de uma atitude de deboche para a franca agressivida, mas isto, é claro, não é divulgado pela mídia comercial, especialmente agora que a mais poderosa delas o tem como contratado, e muito menos é de interesse da ala mais conservadora da Igreja, que, aliás, voltou a estar atuante nos últimos anos, gozando do "revival" da popularidade - antes ameaçada pelo avanço dos evangélicos - pelos movimentos da Renovação Carismática, Encontro de Casais e de Jovens e outros, ao par do declínio de popularidade da Igreja Progressista (mais intelectualmente madura e aberta à troca civilizada de idéias, mas que exigia uma consciência da responsabilidade pessoal que a ala atual atenuou) com nomes veneráveis como Leonardo Boff (este já desligado da Igreja em virtude das sanções impostas por ela às suas idéias, em especial à Teologia da Libertação) e Frei Betto, pessoas que não têm o costume de menosprezar o trabalho alheio e que pregam o entendimento fraterno entre os homens. Hoje, porém, se pode mostrar um sapo com a boca costurada na televisão, desde que se possa causar o efeito desejado na população, como o fez nosso "Parapsicólogo" em seu primeiro programa, misturando uma inócua superstição popular com parapsicologia... Enfim, algo que acabou sendo uma piada feita para impressionar, mas de gosto questionável.

De fato, a presença de Quevedo na mídia, sob as bênçãos de parte da Igreja, é apenas um ponto da volta da intolerância religiosa que sempre vem à tona em épocas de crise político/econômica, onde as instituições religiosas, cada uma se dizendo a dona da verdade, na sua margem mais fundamentalistas, se propõem a solucionar parte do problema por se julgarem as intermediárias entre os homens sofredores e os céus. Pesquisas recentes, como a levada em João Pessoa, pelo Programa de Iniciação Científica do CNPq/UFPB, demonstram que os católicos participantes de certos movimentos recentes da Igreja, como o da Renovação Carismática, tendem a ser mais conservadores, resistentes à outros credos e serem mais exclusivistas que os católicos não-carismáticos (c.f. PEREIRA DO NASCIMENTO & GUERRA SOBRINHO in "Resumos do III ENCONTRO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPB", Editora Universitária, João Pessoa, 1995, p. 75), o que justifica o retorno de movimentos ultraconservadores e radicais católicos, como a reacinária TFP (Tradição, Família e Propriedade) e, lógico, a freqüente presença de pessoas como Pe. Quevedo, ácidos combatentes do espiritismo, em especial na mídia, onde se sentem muito bem, por sinal, enquanto personalidades como Guimarães Andrade e Henrique Rodrigues (e muitos outros mais que não são citados aqui, não por não serem reconhecidos, mas pelos limtes que este artigo impõe) preferem se dedicar às pesquisas e à sobriedade, reconhecidas nos centros universitários, mas que não são muito simpáticas à mídia comercial convencional.

Para se ter uma idéia mais clara do reacionarismo dentro da Igreja Católica (que, graças a Deus, ainda tem corajosos baluartes mais ligados ao espírito cristão que à própria instituição), nada melhor que passar a palavra a um dos maiores teólogos do mundo, ex-frei e um dos pais da excelente Teologia da Libertação, tão duramente massacrada pela Igreja depois da ascenção de João Paulo II ao trono do Vaticano.

Diz Leonardo Boff em seu livro "Fundamentalismo, A Globalização e o Futuro da Humanidade" à partir da página 17:


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Quarta, 09 Maio 2007 16:08:00
 
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Sexta, 10 Set 2010 15:30:10
 

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Fonte: http://www.horoscopovirtual.com.br

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