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Um olhar de ternura sobre a lei
Não apedrejem Leidiane.
Eu me solidarizo com essa moça e com sua família. Eu me solidarizo com a Mãe de Leidiane, que teve uma crise nervosa na Delegacia, vendo a filha ser fotografada e filmada.
Não pode um gesto impensado destruir a vida de uma jovem, comprometendo inclusive o sossego de seus ... |
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Estou curado?
Eu me sinto curado porque sorvo a vida que me foi acrescentada.
Eu me sinto curado porque é com ... |
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Estação dos debates
A corrupção eleitoral, da qual o financiamento de campanhas é uma face, apresenta-se como o mais ... |
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Blog do Consa (Rss - blogspot) | |
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*Textos literários e crônicas diárias de Hélio Consolaro, publicadas ou não na Folha da Região, Araçatuba-SP http://blogdoconsa.blogspot.com/ |
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Hélio Consolaro*
De 8 a 11 de setembro, os escritores de Araçatuba e região, como professores de Português, estudantes dos cursos de letras e leitores em geral têm compromisso com a literatura.
A Secretaria Municipal de Araçatuba realizará a 2.ª Semana da Literatura, com muitas atividades. Será um momento intensivo de estímulo a quem gosta de ler e de escrever, como ensinar a língua portuguesa.
De 30/8 a 3/9, escritores araçatubenses visitaram as escolas inscritas, dando palestras, contando experiências, divulgando a literatura local. Segundo relato dos escritores, o encontro deles com estudantes do ensino médio produziu momentos mágicos.
As atividades serão realizadas no auditório do Senac, av. João Arruda Brasil, 500, um dos parceiros da Semana da Literatura. A semana tem a correalização da Academia Araçatubense de Letras, mais a parceria do SESC-SP, da Livraria Nobel (Shopping Araçatuba), Livraria dos Amigos, Cosan.
Na próxima quarta-feira, 8/9, 19h30, o poeta Sérgio Vaz, que agita a periferia de São Paulo com poesia, entregará os prêmios aos vencedores do 23.º Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba, realizado pela Secretaria Municipal da Cultura desde 1985. Também, neste dia, cada participante da platéia receberá gratuitamente um exemplo do livro “Contos Escolhidos”, onde estarão os 16 contos premiados entre os 600 inscritos. Depois disso, o poeta brindará a todos com sua fala.
Na quinta-feira, 9/9, 19h30 haverá a palestra do contista e tradutor Tiago Novaes de Lima (São Paulo) no auditório do Senac, "Tradução: desafios de um ofício impossível" . Em seguida, 21h30 - “Causos Caipiras” – Duxtei Vinhas Ítavo (Araçatuba).
Na quinta, também começa a oficina “Como Fazer Conto”, das 15h às 17h, coordenada pela escritora Cecília Ferreira. Com continuidade na sexta-feira, no mesmo horário. Local: sede da Academia Araçatubense de Letras.
Na sexta-feira, 10/9, 19h30, palestra sobre “Cultura Popular e Educação”, com Eufraudísio Modesto Filho (Várzea Paulista), artista popular. Em seguida, 21h30: apresentação da peça teatral “Palhaços”, de Timotchenco Wehbi, com os Pregadores do Riso, grupo de Araçatuba.
O sábado, 11/9, estaremos repletos de atividades. 11/9/2010. Às 15h30, lançamento do livro “Experimentânea 8”, coletânea do Grupo Experimental da AAL – escritores de Araçatuba, com coquetel. À noite, 19h30, sarau com CHUVA DE LIVROS de escritores locais, promovido pela Academia Araçatubense de Letras; e a atração principal será Emanuel Marinho (Dourados-MS). com o espetáculo “Solo para Palavras e Sanfona de Brinquedo”. Imperdível.
Durante a Semana da Literatura, haverá a venda de livros no local, promovida por sebos e livrarias. Este escriba, que também é secretário da Cultura de Araçatuba, conta com sua presença.
*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras. Atualmente é Secretário da Cultura de Araçatuba.
Mais informações: http://www.concursodecontos.blogspot.com/
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Hélio Consolaro*
Proclamamo-nos a nação mais democrática do mundo, tal afirmação sempre foi uma hipocrisia, porque, até hoje, gostamos de proibir tudo. Existe em nós, como membros da classe média, o preconceito de que somos mais sabidos e temos que impor nosso pensamento para os outros segmentos sociais. Assim, queremos criminalizar e proibir tudo. Além do Legislativo, o Judiciário é mestre em fazer isso também, criando jurisprudência. Esse moralismo católico, apenas formal, permeia todos os partidos políticos, herança da antiga UDN. O padre prega contra a pílula, camisinha, divórcio; os católicos escutam-no e fazem tudo ao contrário. Agora, o Brasil se vê acrescido do moralismo evangélico, que é apenas formal nos Estados Unidos, porque lá é maioria; radical no Brasil, por ser minoria. Nossa origem é latina, com aquele espírito de que a gramática é uma coisa, a prática é outra. Um desencontro total entre intelectuais e povão. Com essa máxima, aderimos rapidinho ao “politicamente correto” norte-americano. O cronista Rubem Alves escreveu muito bem contra isso na crônica “Linguagem politicamente correta”, contando uma experiência vivida nos Estados Unidos: “nunca use uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém. Encontre uma forma alternativa de dizer a mesma coisa”. Não se deve dizer aleijado, cego, deficiente. A “PC language” separa a pessoa da sua deficiência. Em vez de “João é cego”, “João é portador de uma deficiência visual.” Assim, ninguém pode ser chamado de velho, velha. Como se a velhice fosse um defeito. Estou escrevendo tudo isso, porque eu queria estar na passeata realizada no Rio de Janeiro (22 de agosto), quando humoristas não contaram piadas, mas lutaram pelo direito de contá-las neste período eleitoral. A manifestação foi organizada pelo grupo “Comédia em Pé” e teve a participação de grandes nomes do humor nacional, como: Hélio de La Peña, Marcelo Madureira e Cláudio Manoel, do Casseta & Planeta, Danilo Gentili, do CQC, Sabrina Sato, do Pânico na TV, além de Sérgio Malandro, Bruno Mazzeo, Lúcio Mauro Filho. A lei eleitoral 9.504, de 1997, diz em seu texto que é proibido a emissoras de TV ou de rádio “usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito”. A proibição vale tanto para a programação normal, como para os noticiários. “É como se proibissem falar de futebol em época de Copa do Mundo”, comparou Bruno Mazzeo. “E a democracia foi reconquistada no Brasil com muita luta. Muita gente morreu para que a gente vivesse num país democrático”, enfatizou Lúcio Mauro Filho. Tiririca foi mais inteligente que os humoristas, se inscreveu como candidato para fazer humor. E como valor agregado, pode de ter um mandato de quatro anos. Nada a perder: se ressuscita como artista e ganha a eleição. Já tivemos Mário Juruna, Agnaldo Timóteo, Enéias, Clodovil. Agora, Tiririca. O cara não tem nada de abestado.
*Hélio Consolaro é professor, jornalista, escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras. Atualmenemte é secretário da Cultura de Araçatuba-SP.
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